A vitória do PSD nestas eleições é preocupante. Mais do que penalizar o PS pela governação lança no país a possibilidade da direita poder discutir as eleições legislativas daqui a três meses. Está na hora de combater, não apenas o PS, nem o governo, mas sim as políticas de direita. Venham elas do PS ou dos tradicionais partidos como o PSD e o CDS.
Não nos podemos esquecer que foram os partidos de direita e as suas políticas neo-liberais seguidas pelos vários partidos que passaram pelos diversos governos que colocaram o país no estado miserável em que se encontra. Por isso, combater a direita urge. Urge combater o neo-liberalismo e as suas políticas injustas. Urge combater as políticas de direita venham elas de onde vierem. Urge combater o PSD que poderá formar o próximo governo.
O PSD não é a esperança. O PSD não é a expectativa nem a política de verdade e seriedade. Nem humildade nem pertinência. É o possível retorno a mais políticas injustas, a mais desgoverno. Não podemos acreditar neles. Agora que estão inchados pela sua vitória pífia devemos ter a coragem de dizer NÃO.
Quem ouviu até parecia que ele não se estava a candidatar a líder do partido. Parecia um discurso de alguém que já era quase primeiro-ministro. E mais. Parecia um discurso de alguém que nunca teve responsabilidades de primeiro-ministro. Vangloriou-se dos dez anos de governos de cavaquistão como se eles tivessem sido a melhor coisa que nos aconteceu desde a revolução. Quando todos sabemos que foi nesses dez anos que, apesar dos resultados de crescimento económico à custa do consumo apenas, o país não investiu na produtividade, na educação e cultura das pessoas e preferiu, à boa maneira social-democrata, distribuir as benesses de Bruxelas em mastodontes como o CCB (responsabilidade de Santana Lopes), auto-estradas e subsídios ao débil tecido produtivo português para não produzir. Foi nesses dez anos que o nosso atraso se tornou ainda mais profundo. Foi nesses anos que perdemos a oportunidade de sair deste marasmo e inércia, que os políticos responsáveis pelo país desperdiçaram a oportunidade única de desenvolver aquilo que torna um país realmente competitivo e produtivo: as suas pessoas.