- Sim, nós fazemos. Pronto. O Barack Obama lá ganhou. Estamos todos mais ou menos esperançosos. Todos menos os mais cépticos. Não todos.
- Ele que não se ponha a pau não...
- Pois. Há sempre esses.
- Ele que não comece a andar como o Papa em cabines de vidro à prova de bala.
- Achas que o vão matar?
- Não é um bocado céptico também achar que ele vai morrer.
- Talvez.
- Não querias assistir a uma nova revolução industrial?
- Revolução?
- Sim. A revolução industrial-eco. Ecológica. Já estamos no meio dela. Ainda não reparaste nas ventoinhas todas espalhadas pelos montes? Qualquer dia levantamos voo. E os carros híbridos? O Obama vai libertar a América da dependência do petróleo e liderar o mundo outra vez.
- Só se fala nisso. Nele.
- É o novo Jesus Cristo.
- (sinceramente) Achas?
- 'Tás a brincar?
- Não. 'Tou. Estou a brincar.
- É verdade que ele já construiu qualquer coisa. É verdade que ele é tanto preto como branco. É verdade que ele representa o sonho.
- I have a dream.
- Yes we can.
- Yes we did.
- É verdade que até os republicanos gostam dele.
- É verdade que fomos entupidos até aos olhos com propaganda dele.
- Yes we can.
Sim. Nós podemos. Espero que consigam. Não quero ser nem céptico nem optimista no que diz respeito a esta eleição nos EUA. Ela só se vai definir no tempo.
Mas uma coisa é certa, pior que isto, pior que o beco sem saída a que o capitalismo sem escrúpulos nos conduziu, só mesmo a guerra, a barbárie, ou uma sucessão incontrolável de catástrofes naturais.
Por isso, só nos resta acreditar. Acreditar sem fé. Acreditar nas capacidades dos homens. Daqueles que (como o Obama fez) ajudaram os outros, os mais necessitados, que esperam construir um país a partir de baixo. Um país para o povo e pelo povo. Foi ele que disse. Parecia um socialista.
É realmente irónico se o Obama vier a ser o primeiro presidente socialista dos Estados Unidos da América.
- Já viste se a Sarah Palin fosse um dia presidenta deles?
- Era pior que o Bush.
 
 
 
 
 
Espero que sim. Nem te agradeci uma referência de há uns tempos àminha pessoa. Mas continuo a passar por aqui. É uma delícia. E agora renovada. Parabéns.
Fiquei curioso com o livro de que falas.
Deixo-te outra referência que me marcou, sobre meninos e sobre a guerra e as guerras de uma vida a crescer no meio da guerra:
Em terra de Homens - Hisham Matar
Forte abraço
ABento - Tartaruga