A SEPARAÇÃO DOS MOTHERS
No final de 1969 Zappa desagregou os Mothers. Anunciou-o num jantar da digressão canadiana. A separação surpreendeu Art Tripp tanto que ‘quase vomitou’. Era uma questão de dinheiro: Zappa tinha garantido aos Mothers um ordenado regular e não queria mais a despesa. Os membros da banda seriam reempregados em projectos específicos. Roy Estrada e Art Tripp acabaram na Captain Beefhart Magic Band sob os nomes Orejon e Ed Marimba. Embora estivesse na fase anti-Zappa, dizendo coisas que mais tarde retirou, Beefheart faz alguns interessantes comentários (e trocadilhos).
Vê, o Art Tripp passou oito anos no conservatório. Quando saiu, descobriu que andava apenas a cortar cadáveres, quando percebeu que estava apenas a ser um Igor para o Frank. Acho que deve ter sido um choque para ele sair do conservatório e perceber que aquilo que se faz é prestar homenagem às pessoas que não estão vivas. Estou interessado nas pessoas que estão vivas.
Roy Estrada também se juntou a Lowell George nos Little Feat. Jimmy Carl Black formou uma banda com o nome de um dos seus filhos – Geronimo Black – e tocou o tipo de soul-R&B pesado dos originais Soul Giants. Bunk Gardner tocava metais e o guitarrista de
slide, Denny Walley juntou-se aos Mothers em 1975. Zappa tocou ao vivo várias vezes com Don Harris e Ian Underwood, chamando ao grupo Hot Rats, donde saiu um disco pirata muito vulgar no Olympic Auditorium. Para substituir Art Tripp, Zappa chamou Billy Mundi e Aynsley Dunbar, o baterista de John Mayall que conhecera na Bélgica. Max Bennett tocava baixo.
Hot Rats mostrava a toda a gente o que Zappa conseguia sem o seu primeiro grupo: procurava músicos que pudessem desenvolver esta nova música. Dois destes novos músicos foram Jean-Luc Ponty e George Duke, ambos do mundo do jazz.