Finalmente lembrei-me da password do blog e posso escrever este post. Este mail serve para vos dar conta daquilo que se está a passar no Instituto Puschkin em Moscovo.
Primeiro: Moscovo é uma cidade bela, a harmonia dos inúmeros parques conjugada com as avenidas gigantescas, normalmente com quatro vias de cada lado, e os prédios gigantescos é quase perfeita. O rio que cruza a cidade é de dimensão média e é como mais uma auto-estrada, desta vez azul. Se decidirmos caminhar (como o Marco Bacanovitch que é maluco) ficamos cansados, mas como alternativa temos o metro que para além de ser barato (cerca de 22 rublos (sem passe) - 50 cêntimos a viagem) tem a vantagem de fornecer um comboio de minuto a minuto, na hora de ponta chega a ser de 30 em 30s. As estações mais antigas são belíssimas, as carruagens antigas.
Temos ainda os museus Tretiakov, Puschkin e Maiakovsky para ver, a Praça Vermelha, uma data de catedrais e mais nao sei quantos teatros - o Bolshói esta fechado para remodelações, tal como é costume dos russos, que aproveitam o Verão para fazerem obras e reparações. Podemos deitar-nos nos parques, isto se não chover, o que aconteceu em metade dos dias.
Se não fizermos vida de turista, a vida é a metade do preco. No supermercado qualquer produto é facilmente metade do preço que em Portugal. Tabaco Marlboro não chega a 1 euro. Não sentimos falta de nada, talvez apenas de mais simpatia por parte dos russos que são um povo bastante desconfiado e fechado. Terem passado cerca de um século em convulsões nao deve ter contribuido muito para a sua abertura. É depois de os conhecermos que ficam simpáticos, ate lá sao pessoas de poucas palavras e raramente lhes vemos os dentes.
O Instituto Puschkin está situado na extremidade Sul da cidade. A cerca de meia hora de comboio. É como ir de Cascais a Lisboa de metro. Esta cidadela é habitada por cerca de um milhar de estudantes de todos os pontos do mundo: da Coreia ao Equador passando pela Eslováquia, Senegal, Brasil, etc. So não há americanos e ingleses. Curioso.
Os dias passam-se a estudar da parte da manhaã e a tarde com viagens para a cidade. À noite ainda há tempo (se tivermos dinheiro e disposição para frequentar alguns bares). Talvez da próxima vez vos fale dos bares de rock e blues onde já fomos. Bastante interessantes... até já.