SOBRE A TECNOLOGIADiz-se que na era da liberdade e da real globalização a tecnocracia irá evoluir porque criará tal abundância que as pessoas não terão necessidade de competir e, assim, a sua natureza destrutiva humana-animal permanecerá adormecida.

Mas a tecnologia, em si própria, não nos dará segurança através da abundância. Ao contrário de todas as outras coisas, a sociedade muda mais lentamente que a tecnologia, e por isso a distância entre os sucessos iniciais da tecnologia e a sua apoteose utópica poderá vir a ser tão grande que permita que a irracionalidade da sociedade saia fora de controle e se torne tão poderosa que possa conduzir à destruição da nossa espécie. A tecnologia não pode tirar a utopia de uma cartola. A cultura tem de ser conquistada, também, no seu próprio campo de batalha. E a luta cultural, embora não exista, claro, no vazio, não pode ser reduzida a mais nada. Sem tecnologia e ciência não podia haver abundância, nem bem-estar, nem esperança, nem destruição de falsos mitos. Mas sem luta cultural a tecnocracia será irracional e destrutiva. A moralidade só pode existir numa cultura ou ser forjada na busca de uma. Para além disso só existem superstições, como nas sociedades primitivas, ou hipocrisia, como nas democracias Ocidentais.
A tecnologia normalmente desenvolve-se relacionando-se com as necessidades. “Vamos fazer esta coisa porque é possível fazê-la”. É claro que tal coisa estará relacionada com as necessidades humanas, senão a tecnologia existia no nada, mas as necessidades humanas podem ser, cada vez mais, determinadas pelas conveniências da própria tecnologia. “Se houver problema resolvemo-lo de um modo que a tecnologia já conheça. Se houver muitos problemas damos-lhes prioridades baseadas nas possibilidades tecnológicas presentes”. Desta maneira a tecnologia pode estar a progredir enquanto os seres humanos estarão apenas a ser processados. Isto aconteceu com toda a certeza no passado. Mas numa tecnocracia avançada torna-se perigoso. As pessoas podem sempre ser incluídas em estruturas tecnológicas – o raquitismo e outras doenças de subúrbios estão entre os sinais negativos disto – mas a tecnologia agora pode ir mais longe, a ferramenta pode modificar o utilizador, não como desenvolvimento histórico real, mas simplesmente através da inibição. A fantasia por trás disto é os robôs tomarem o poder. Mas nós não precisamos de robôs, só precisamos de não dar prioridades erradas à tecnologia em geral. Temos de fazer escolhas em relação à tecnologia. E estas escolhas só poderão ser bem feitas quando forem guiadas por uma cultura.
Os seres humanos vivem em sistemas biológicos, a maior parte deles desenvolvidos e testados em animais inferiores. Há milhões de anos que a evolução tem sido um sistema auto-disciplinador. Isto produziu espécies que funcionam bem e se relacionam bem com o seu ambiente. Estamos a viver mudanças rápidas de tecnologia e política e elas têm de ser constantemente testadas. Mais uma vez, isto só pode ser feito apropriadamente numa cultura.
Foi lançado recentemente um PABX capaz de integrar-se ao SKYPE, permitindo que telefones comuns possam fazer chamadas para contatos SKYPE ou para outros telefones através da rede SKYPE. As chamadas podem ser realizadas, atendidas, colocadas em espera, transferidas de forma extamente igual as da rede de telefonia convencional. O custo é muito baixo e se pega rápido, rápido.
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