Escrevo este manifesto para demonstrar que se podem realizar acções opostas, ao mesmo tempo, num único e fresco movimento. Sou contra a acção; e em relação à contradição conceptual, e à sua afirmação também, não sou contra nem a favor.


Pedro Marques @ 15:09

Ter, 07/04/09

 

Australopitecus (há 4.1 milhões de anos)


Gestos e sons vocais (grunhidos, guinchos, suspiros, etc.)

Homo habilis (há 2.4 milhões de anos)


Há aproximadamente 2.4 milhões de anos em África, desenvolveu-se uma forma primitiva de linguagem vocal com o género Homo habilis. O habilis também desenvolveu a faculdade de fazer ferramentas em pedra e de controlar o fogo. Ao possuir um cérebro maior, e ao obter provavelmente excedentes de comida, o habilis desenvolveu grupos sociais maiores e mais complexos, necessitando de um processo cinergético de desenvolvimento mais complexo numa parte do cérebro (área Broca s) fundamental para a produção de linguagem com signos e de um discurso. Mas tanto para o habilis como para o seu sucessor, o Homo ergaster, o grupo completo de atributos físicos na laringe (aparelho vocal) e o controlo da expiração ainda não estavam suficientemente desenvolvidos para fazer surgir o discurso articulado nos humanos; por isso, a comunicação permaneceu essencialmente em gestos, grunhidos, guinchos, etc.


Homo erectus (há 2 milhões de anos)


É apenas com uma inteiramente nova espécie, o Homo Erectus, que acontece uma mudança significativa na evolução dos hominídeos. Com o erectus, uma qualquer forma de discurso evoluiu há cerca de 900.000 anos. Este deve ter sido constituído por pequenas elocuções, com proposições condicionais.


Do erectus nasceram aparentemente duas correntes principais


1. Homo neanderthalensis (300.000 a 30.000 anos atrás)


Durante a era do Plistocénico Médio entre 300.000 e 230.000 anos atrás, a manufactura de ferramentas e o elevado nível de complexidade social que caracterizou o Homo neanderthalensis apontam para o uso de um modo rudimentar de vocalização de alguma maneira próximo do Homo sapiens. A anatomia do neanderthalensis sugere que a tonalidade e a melodia desempenhavam um papel chave na faculdade de comunicar ideias complexas e no desenvolvimento de uma sociedade baseada no discurso/som/canção. As vozes devem ter sido agudas em tonalidade e melódicas, mas os sons [i], [a] e [u] não devem ter sido pronunciados por esta espécie.


2. Homo sapiens (há 300.000 anos)


O desenvolvimento de processos de pensamento complexos e de frases complexas permitiram que as sociedades baseadas no discurso se desenvolvessem. Enquanto as formas arcaicas de sapiens se desenvolveram provavelmente há cerca de meio milhão de anos, demorou cerca de 100.000 anos para o Homo sapiens substituir o Homo neanderthalensis na Europa e no Médio Oriente, e o erectus no Extremo Oriente.


Humanos modernos (há 150.000 anos)


Possuíam todas as faculdades físicas necessárias para o discurso tal como o conhecemos hoje em dia.

 

Phillip B. Zarrilli. Tradução minha.

*Adaptado de Steven Roger Fischer, History of Language (1999). A partir de Theatre Histories (2006).