Escrevo este manifesto para demonstrar que se podem realizar acções opostas, ao mesmo tempo, num único e fresco movimento. Sou contra a acção; e em relação à contradição conceptual, e à sua afirmação também, não sou contra nem a favor.


Pedro Marques @ 00:56

Dom, 28/11/10

1.

O que é que fazemos aqui no mundo?

Pergunta grande, claro, mas a resposta não precisa de ser tão magnânima. A resposta pode ser prosaica, do dia a dia. Pode ser o olhar ávido de uma criança, essa resposta. Pode ser um aninhar-se debaixo dos cobertores a olhar para a televisão das duas da manhã. Para nós, está-nos reservado o enigma do saber. Podemos sentir a resposta, numa chávena de café num dia de frio, num passeio a dois pela costa, mas não a podemos dizer, porque assim que se diz, ela desaparece.

 

2.

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul abriram outra vez a porta das hostilidades. Exercícios, tiros no mar, tiros numa ilha, mais quatro mortos. Em Portugal a Cimeira da NATO (novas estretégias... uuuuuu, que medo), na Ásia tudo à estalada, outra vez. Previsível. Felizmente que a China é ali ao lado. E a Rússia também. Aquilo não dura muito.

 

3.

Em Portugal, o Presidente da República e Candidato a Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, prepara-se para ser mais uma vez eleito. Será? Para mim o digo, se ele for eleito, esse facto constituirá mais um sinal do atraso do país. O actual Presidente já deu provas mais que suficientes de que é realmente um político, um verdadeiro político (escusa de fingir mais), um dos políticos mais astutos do país. Um homem que passa por entre as balas, com um discurso completamente inócuo e, ultimamente, com uma narrativa de esquerda que apregoa a tudo aquilo que ele nunca fez como primeiro-ministro. O senhor, devo dizer, com todo o respeito, é muito hábil, mas é uma lástima. Não está à altura do país que (sub)dirige.

 

4.

O mundo está na encruzilhada do capitalismo. Em plena encruzilhada. Exactamente no momento em que tudo começa a ruir. É um facto previsível. Toda esta corrida para lado nenhum, todos estes entusiasmos na direcção do consumo desenfreado só podem levar à catástrofe. Poderemos não a ver no nosso período de vida, mas é quase inevitável. O capitalismo começará a comer-se por dentro, quando o desemprego, que será crescente, devido às inovações tecnológicas, afectar as próprias pessoas que sustentam a economia. Quando deixarem de trabalhar em massa, não haverá nenhum sistema de segurança social que os poderá proteger. Eles serão demasiado pequenos. Se as pessoas deixarem de trabalhar, o dinheiro deixará de circular. Não haverá dinheiro na economia porque ninguém trabalha. Por seu lado, as grandes empresas, na ganância do lucro, despedirão cada vez mais empregados substituindo-os por máquinas. São duas tendências que inevitavelmente irão colidir.

Só que, depois, daqui a umas centenas de anos, chegará o dia em que as máquinas farão tudo por nós e nós não teremos de trabalhar para ninguém. Trabalharemos para NÓS. Trabalharemos sempre com um sentido colectivo. No dia em que as nossas necessidades básicas forem todas satisfeitas (energia, água, comida, casa) sem a necessidade do uso de dinheiro, nesse dia poderemos começar a disfrutar e a viver.



come allungare il pene @ 12:31

Sex, 07/01/11

 

Parabéns pelo seu blog, muito interessante. Estou estudando Português, eu não consigo entender tudo, mas quase! ;)


Pedro Marques @ 18:19

Sex, 07/01/11

 

Obrigado. Felizmente também sei ler italiano. E gosto muito do seu nome... Cara(o)... Pene.