Escrevo este manifesto para demonstrar que se podem realizar acções opostas, ao mesmo tempo, num único e fresco movimento. Sou contra a acção; e em relação à contradição conceptual, e à sua afirmação também, não sou contra nem a favor.


Pedro Marques @ 18:42

Sab, 13/02/10

Porque será que me cheira mal toda esta campanha contra o Primeiro-Ministro? Porque será que me cheira mal todas as notícias dos jornais? Porque será que vejo neste novo caso o dedo da Manuela Moura Guedes, do José Eduardo Moniz e de grande parte da direita portuguesa? Eles não olham a meios para atingirem fins. Depois de terem sido derrotados nas eleições e do povo ter eleito democraticamente um novo governo, as acusações voltam à carga. Como sempre. Primeiro foi a questão de ser ou não engenheiro, depois os professores, a seguir o Freeport, agora as escutas, o que virá a seguir? Eles só vão descansar quando derrubarem o governo.

É óbvio que o Sócrates não gostava do telejornal da TVI. Mas isso não quer dizer que o quisesse controlar. Aliás, se o quisesse controlar subrepticiamente a última coisa que faria seria acusá-lo publicamente como fez numa entrevista. Serei o único a ver isso? Se o Sócrates tivesse um plano para controlar toda a comunicação social, como diz "toda a comunicação social", ter-se-ia ele insurgido contra a Manuel Moura Guedes e o Jornal Nacional da TVI?

Porque será que tudo isto me cheira mal? Porque será que o Presidente do Supremo Tribunal diz para se destruirem as escutas e isso não acontece? Quem é que ganhou com as duas tiragens do jornal Sol de ontem? Foi o esclarecimento público ou os cofres do jornal? Estamos a falar de quê?

São vergonhosas todas estas suspeitas e cada vez me convenço mais que os jornalistas portugueses são a maior corja que há em Portugal e constituem eles próprios, com a desculpa do direito à livre expressão, um grupo avançado de promoção de delitos e crimes que só por manifesta ineficácia, incapacidade e cobardia do estado de direito não é devidamente julgado na justiça.


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