Escrevo este manifesto para demonstrar que se podem realizar acções opostas, ao mesmo tempo, num único e fresco movimento. Sou contra a acção; e em relação à contradição conceptual, e à sua afirmação também, não sou contra nem a favor.


Pedro Marques @ 20:58

Qua, 14/10/09

E pronto. Estalou o verniz. A actriz Maitê Proença, uma espécie de criança que se diz actriz e que, surpreendentemente, imita o português de Portugal pior que qualquer mau actor dos Gato Fedorento imita o português do Brasil (aqui), decidiu mostrar, numa rábula absolutamente idiota, preconceituosa, infantil e que só faz rir atrasados mentais, como se pode ser racista, estúpido e finalmente conseguir ofender toda uma nação com uns poucos de mililitros de cuspo.

O vídeo que ela apresentou num programa brasileiro chamado Saia Justa é uma espécie de documentário mal feito, caseiro, sobre os supostos defeitos que só existem em Portugal. Como uma placa com o número de uma porta com o "3" virado ao contrário, os pastéis de nata de Belém que pelos vistos têm defeito porque são feitos sem natas, os rios que correm para o mar (até em Portugal), a indignação de saber que um Salazar que governou mais de vinte anos em Portugal é ainda querido no país (até poderia ser caso para pensar não viesse este pensamento profundo de um cérebro tão estreito como o da actriz brasileira) e finalmente o tom jocoso que a mesma decidiu usar junto aos túmulos de Vasco da Gama e Luís de Camões. Para terminar, fala dos senhores do seu hotel de 5 estrelas que não têm um técnico informático, etc. E como se não fosse bastante a senhora ainda se digna de babar para dentro de uma fonte. O que pode parecer ofensivo.

Não, não é, trata-se apenas de uma brincadeira, desculpou-se a senhora num vídeo. Os brasileiros gostam de fazer piadas (ah é?), são um povo muito brincalhão (ah é?), a família dela até veio de Portugal (ah é?) e ela AMA PORTUGAL (ah é?), só se brinca com quem se ama, ela até brinca com a mãe dela (só não disse se lhe cuspia para cima, mas isso também é irrelevante).

É claro que ela quer continuar a trazer as suas peças a Portugal e a fazer os seus espectáculos medíocres à custa do protagonismo que ganha nas medíocres telenovelas que ela protagoniza. Aliás, mediocridade e ignorância são as duas palavras que me vêm à cabeça depois de ver este vídeo e a figura triste que a senhora fez. O que é triste é aquela "reportagem" ter feito rir tanta gente no Brasil e indignar tanta gente em Portugal. Ela é apenas um verme e no saco dela devem ser metidos todos aqueles que a veneram e compram os seus produtos.



CatarinaVieira @ 01:24

Sex, 23/10/09

 

Encontrei o seu blog nos destaques do Sapo... e ainda bem pois gostei do que já li.
Parabéns por este post em particular e até lhe agradeço que tenha conseguido, através da sua opinião, fazer uma certa justiça à situação chamando "os bois pelos nomes".
A senhora em causa não distingue brincadeira de gozo (ou gozação como dizem no país dela) nem tão pouco parece saber distinguir entre humor e falta de noção do ridículo. Já para não falar da capacidade intelectual que insinuou faltar ao povo português para entender o "seu humorzinho ". Não só temos essa capacidade como somos filhos de boa gente... e por isso nos sentimos.

Pedro Marques @ 12:58

Sab, 24/10/09

 

Obrigado Catarina. Bem-vinda,